“Imensamente” ou o elogio da banalidade

O que interessam essas imagens todas juntas, amalgamadas?

À minha volta em frente ao rio conto:

1, 2,7,12, 20. Vinte máquinas fotográficas em diferentes dispositivos.
O tempo de paragem de cada pessoa perante a paisagem pitoresco-turística: 1 a 2 minutos! E imagens. Sempre imagens!
Penso no livro que me fez pensar em todas as minhas falhas.
Esconder as falhas técnicas atrás duma capa de arte? Bem visto que não. Porque me interessavam antes os livros dos fotógrafos? Pela unidade, sentido, corpo. A coerência duma vida de trabalho ou de um trabalho continuado com seriedade.

Sempre quis falar das pessoas normais e da vida do quotidiano; questionava-me da razão de não se pensarem visualmente os dias em que nada acontecia. Achava em determinada altura que talvez fosse essa a razão porque esses dias eram mais difíceis de superar, porque deles não havia registo, nem memória colectiva partilhada.

Gostei do registo do diário, do quotidiano, da banalidade e excepcionalidade do dia-a-dia. E o registo banal do quotidiano foi quase extraordinário. Agora é só banal!

AP-2020A

porto. fevereiro. 2020. @mademoisellephoto


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