o rosto

” O rosto humano sempre foi para a fotografia, um dos seus temas preferenciais de estudo. Primeiro os que estavam física e emocionalmente próximos do fotógrafo. Depois os que estavam longe e que eram por isso diferentes. Mais tarde o rosto do próprio fotógrafo, numa inversão de espelho.
Agora ou num tempo que ainda só é presente na visão de alguns, é o tempo do rosto mecanizado. De um rosto que embora tenha uma estrutura mecânica, englobará emoções e pensamentos, numa fase primeira em mimésis.
No questionar a significação de morte, andará sempre perto o seu sentido oposto e aparentemente consequente, o renascimento.
No caminho humano da aprendizagem do sentido da vida, a procura de solução para o fim que a morte encerra tem sido constante. Na construção de obra, intelectual, artística, material e na construção de descendência biológica.
Sempre alinhada à mesma vontade, com maior ou menor grau de consciência, a de ludibriar o fim da existência do ser biológico, indivíduo, finito, mortal.

agosto 2016. texto para o livro de ilustração de João Leandro “Anatomia da Alma”.

 

 

 


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