Marin

Conhecemo-nos em dezembro. de 2013.
Eu acabada de chegar, a Marin na cidade desde final de maio.
Hickery, Carolina do Norte, 1991.
Começa aí.
Aos 18 anos vai para Nova Iorque estudar Literatura Comparada.
” Nova Iorque não era um sonho, andava à procura do sitio certo para estudar e fui visitar o meu irmão que já vivia em NY.
Ele levou-me a uma biblioteca da ‪#‎Columbia‬, a ‪#‎StarrEastAsianLibrary‬ e falou-me de como um dia eu ia poder ir estudar ali.

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” Acabei por ir estudar para o ‪#‎BarnardCollege‬ da Columbia e apesar de achar que jamais estudaria numa escola de mulheres, foi a melhor coisa que me podia ter acontecido.
A minha vida tem sido muito, o meu irmão ‪#‎BrockLabrenz‬ e os meus afetos.
E a família- as pessoas que te ajudam, que te encaminham.
Normalmente, tomo as minhas decisões de mudança muito rápido e quase sempre vou.”
Escolheu português como uma das duas opções na universidade.

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No final do 2º ano começa a trabalhar na rádio a ‪#‎wkcr‬ 89.9fm, ligada à escola mas que transmitia para toda a NY.
“Aprendi muitas coisas com as relações e tensões entre as pessoas, era como estar num familia, numa comunidade.
E aprender, que era uma coisa que eu só entendi muito mais tarde, a natureza do ato de aprender.
O haver cortes, assumir que não sabes e trabalhar, avançar sozinha, por ti, uma pessoa que é privilegiada até mais não!
Sentir uma coisa que posso chamar de vergonha, vergonha pedagógica. Puxar pela vergonha para te fazer ir a outros sítios.”
Uma forma de aprendizagem que agrada à Marin e que revê também agora no ‪#‎ARCO‬.

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No ano de study abroad, queria ir para o Porto mas não havia programas de intercâmbio entre a Barnard e escolas portuguesas.
Decide deixar Portugal para mais tarde e vai para o Rio de Janeiro sete meses, continuar a literatura comparada, o português e o yoga- ashtanga, que passa a fazer diariamente, com disciplina.
De volta a NY finaliza a tese, Gifts of Breath and skin.
Sobre Um sopro de vida de ‪#‎ClariceLispector‬ e A pele que habito de‪#‎PedroAlmodóvar‬, a questão da fragmentação pós-moderna, na pele e na respiração.

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“Na altura parecia-me tudo tão importante, vejo agora que estava a tentar argumentar uma coisa muito básica.”
Acabado o curso e a tese e num dos míticos banho turcos do irmão Brock, ele pergunta-lhe: “Porque não vais para a Europa? Eu compro-te a passagem.
Madrid ou Lisboa?
Lisboa!”
E assim acontece Portugal, finalmente.
” Sáio no Cais do Sodré, atravesso a cidade. (…)
Tudo em sonho. Lembro-me de ir ao Carmo, e não estar lá ninguém, sonho.”

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Começa a trabalhar no hostel, onde fica quando chega a Lisboa.
O trabalho dava para se manter, mas sentia necessidade de outras coisas.
“Não me aguento sem estar a fazer alguma coisa, a estudar.
Encontrei o #ARCO e inscrevi-me em Cinema.
Sempre fiz filmes, os meus pais que são fotógrafos, deram-me em pequena uma mini-dv e eu andava sempre a fazer filmes.
Mas nunca foi uma questão, como o violino, que toco desde os 6 anos e de facto, foi uma grande parte da minha vida, mas nunca penso dessa forma.
Ultimamente desenho e pinto muito e o yoga tem um espaço cada vez maior.
O trabalho a partir do corpo é muito importante, tem tudo a ver com abrir sitios no nosso corpo para fazer coisas novas,
Agora um filme para acabar ‪#‎Sarathedogqueen‬.
“Vai correr tudo bem, tenho é que trabalhar!”
O Natal agora é com o irmão Brock, em Colónia: ” E vamos outra vez aos banhos turcos!”

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