Porto + Bellotti

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Segunda-feira de chuva e céu cinzento.

O Porto em Lisboa, coisa boa!

Estou sentada na Mercearia Portuguesa à espera da Márcia e da Luiza.

A mente viaja para a relação entre Portugal e Brasil e todas as camadas óbvias ou veladas de imagens e pensamentos que a fazem.

Acabo o café.

Temos a nossa Natacha em comum, mas é a primeira vez que me encontro com a Márcia.

“Olá! Olá!”

A Luiza faz-me pensar na bela Jean Seberg d’O Acossado.

Sentamo-nos a conversar.

O caminho pessoal e profissional da Márcia e da Luiza agora corre junto, nesta parceria de arte e amor que é a Porto+Bellotti.

São do Rio, de Janeiro.

Luiza trabalha em vários media, da ilustração às paisagens sonoras, na procura da batida perfeita para a sua expressão, tratando as temáticas enquadráveis a uma abordagem artística do feminino.

O seu caminho passou pelo design industrial e pelo cinema, mas do cinema a Luiza pretendia a expressão da ilustração a 24 fps, a animação.

O precurso da Márcia também passou pelo design industrial, pela programação visual e pela fotografia, meios pelos quais encaminhou a sua expressão até se encontrar com o cinema e depois com a Luiza.

Hoje em dia, a obra da dupla Porto+Bellotti enquadra-se no campo abrangente da arte contemporânea.

Transversal nas linguagens, interativa na apropriação, performática e algumas vezes site-specific na apresentação.

Regressam ao Brasil daqui a uma semana, depois de alguns meses em Portugal a desenvolver o projeto Arqueologia do Afeto, que na fase final realizaram em regime de residência artística com o ARTE Institute.

Este projeto, é uma obra/investigação centrada nas questões da intimidade e da construção (às vezes) de ausências com o outro.

Arqueologia do Afeto é um projeto artístico que procura a construção de sentido e de obra/objeto no diálogo entre as autoras e o(a) cidadão comum (o outro), numa abordagem metodológica.

Em Abril, a Luiza e a Márcia regressam a Lisboa para a continuação deste projeto, desta vez em residência no espaço Cidadela Art District.

Para a descoberta, através desta construção sobre a ausência, das nuances desta portugalidade, destes nós, onde as janelas estão sempre fechadas e a intimidade se mantém também em aparente silêncio.

©imagem e texto MademoisellePhoto

http://www.luizaporto.com/

http://www.marciabellotti.com/

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