Luena

Ana Luena pelas Mademoiselle Photo
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É bom olhar a quem o olhar não pesa, mesmo bom.
A Luena nasceu em Angola.
Depois veio para o Algarve com os pais e os irmãos.
No final da adolescência foi para o Porto estudar, para a academia contemporânea do espetáculo.
Depois com os brutos- o Teatro Bruto- vêm os figurinos, a cenografia, a encenação, a dramaturgia, a formação, a experimentação, a investigação académica.
Agora trabalha na sua própria rede, by herself.
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A Lu é da ação, dos amigos, do trabalho, da contemplação, do pragmatismo e da sensualidade, do dia e a da noite.
Ah pois, assim tudo, sim!
Conversamos numa noite ainda fresca sobre as questões da criação.
“Sinto que o meu trabalho está muito ligado à questão da esperança, a uma vontade de descobrir.”
A criação como um estado abstrato que cresce e que se materializa obra.
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“E eu gosto de trabalhar a abstração, não a temo!”
Porque é uma dimensão constante no teatro, enquanto matéria da imaginação que liga o criador, os atores e o público.
A Lu acredita sempre que vai ser incrível e que o teatro é uma obra de arte coletiva.
Obra onde pensa a vida, a morte, as relações, o amor.
A identidade.
A criação é a ferramenta de libertação da verdade que existe no indivíduo.
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O processo de trabalho teatral numa primeira fase é imaterial, intuitivo, emotivo mas depois une-se à matemática, na construção, na repetição.
“Repetes, repetes! Repetes para não querer, repetes para querer mais…”
E depois vem a ironia, o humor, a desconstrução, o defeito.
“Eu não quero fazer para mim, quero fazer para os outros!”
E muitas vezes é através da desconstrução, do defeito e do abrir da abstração que nos conseguimos todos encontrar, naquele mergulho de vontade que é o teatro!
“Eu já sei qual é a ideia que vamos perseguir!” – Diz a Lu.
“E vai ser incrível!” – Digo-lhe eu.

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Imagens e texto- MademoisellePhoto

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