A fotografia a dois tempos

Segunda parte:

Num sábado de caminhada pela cidade, entro no arquivo.

Na sala de exposições da entrada, um trabalho da artista Carla Cabanas, a partir de um conjunto de postais do inicio do século XX.

A exposição é bonita.

Aqueles cortes nas letras dos postais e as disposições esteticizadas parecem-me realmente bonitas.

Na 1ª, à 10ª, inclusivé à 20ª.

Fico com vontade de fazer imagens igualmente bonitas, daquelas disposições bonitas, dos recortes das letras feitas nos postais bonitos.

Mas depois de alguns disparos accionados pelo meu dispositivo automático do belo, começo a pensar: mas para que raio serve tudo aquilo final?

Para nada.

Só para ser bonito, durante um breve espaço de tempo, em proporção direta com a necessidade de beleza que cada um tem e a falta de curiosidade espicaçante.

No andar de cima, duas pequenas mesas/expositores, mostram cinco autochromes.

Que são lindos, que me deixam estupidamente curiosa para saber tudo o que há para saber, sobre estas imagens, sobre este arquivo em particular, de onde atempadamente ao longo de 2015, mais mostras de autochromes irão acontecer.

Mas esta primeira mostra ainda é pouco, ou em versão delicó-pimba sabe-me a pouco.

AP-CB00

AP-CB01

AP-CB06

AP-CB08

©AnaPereira


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