Carnet du bonheur

Na boca reconheço se aquele amor é o meu.
Na boca do beijo.
No todo feito da textura, do volume, da pressão e força dos lábios.
Do sabor que a boca tem. Do cheiro, da energia da língua.
É a coisa que preciso saber e que é verdadeiramente desconhecida até se mostrar como a única possível.
Se o reconheço, ao amor no olhar primeiro, a unicidade sinto-a nas bocas em beijo.
A boca é também o instrumento de (des)entendimento de mim e do outro, na forma invisível das palavras.

23.11.13
Ana
AP-CB

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