Carnet du bonheur

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Sábado, 9 da manhã.
Engano-me no horário, ainda é demasiado cedo.
Atravesso o cais à procura de um café decente.
As ruas estão cheias dos despojos da noite. E estão escuras.E pesadas.
Sim pesadas.
Penso como somos tão permeáveis ao exterior e frágeis. Sim frágeis.

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Adoro a zona entre a Mouraria e o Intendente.
Sinto-me em casa quando passo naquela rua de dentro, entre as línguas que não conheço.
Sim o último cabalista de Lisboa.
Sim, através do olhar do desconhecido, daquele que não conhece o quotidiano define-se.

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Não sei porque sou assim errante.
Não sei porque não aceito que o sou.
Não sei porque não tenho filhos e não sei porque não sei sequer se os quero.
Não sei porque pareço ter 20 anos na vida que tenho, quando de facto tenho 40.
Não sei como se age aos 40.

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Ele é belo.
Sempre que o vejo penso nisso:”Caramba como é belo!”
Havíamos de criar um livro juntos.

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“We only tasted the wine.”, did o Frank Sinatra por cima dos instrumentos.

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Anoto no caderno certo o que alguém me diz: “As pessoas só entendem as coisas, quando as peças vão a segunda vez à montra.”
Da mesma maneira como eu penso que só conseguimos ver o que conhecemos.

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