Crónicas da província

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Estava com um grupo de amigos. Da velha guarda.

Eu esperneava, queria atenção e não a recebia, principalmente da figura que assumia o papel de namorado.

O grupo de amigos ia todo não-sei-para-onde, mas eles iam e eu ficava e esperneava mais um bocado.

Chorava de raiva e vinha-me embora.

Era no átrio da igreja de Évora. Eu fazia o caminho a pé para os Capuchos.

Era noite.

AP-CP01Havia três miúdas na estrada, a dormir.

E eu conhecia duas delas, não sei de onde. E dizia-lhes isso.

E elas respondiam que sim, que nos conhecíamos, mas que as coisas lhes tinham corrido mal.

Elas eram lindas. Penso que as conseguiria ajudar, a arranjar uns trabalhos. Peço-lhes o contacto e depois penso que se vivem na rua, não devem de ter contacto.

Percebo que afinal era por isso que não queria ir com eles, com os amigos do início do sonho.

Tinha que as encontrar no caminho.

Vamos embora as quatro, mas agora já estamos a caminho do Porto.

E já somos o grupo todo, elas, eu e os amigos do início.

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Estamos a chegar à estação de comboios de S.Bento. Mas é a estação e ao mesmo tempo o centro comercial Dallas.

Aí lembro-me de onde as conhecia, eram strippers.

Dizem-me que andavam a estudar e começaram a fazer uns serviços e depois, bom, depois sabia bem ter dinheiro e depois já não dava para parar.

Começo a tentar sair do edifício. A porta mais perto implica percorrer a totalidade do edifício.

Volta-me uma fúria equivalente à do início do sonho.

Percorro o sacana do edifício contrariada, enquanto enfio uns pontapés nas merdas com que me vou cruzando.

Faço a porra do caminho de saída umas duas ou três vezes.

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Mas depois o edifício vai se alterando e agora já é um jornal e eu vou olhando e vendo os livros todos, as capas dos maços de tabaco como as que o Leandro da Vila fazia, todas as cartas penduradas, papéis lindos com letras chinesas e vou ficando calma.

Vou me deitando e olhando para o teto e à medida que o faço, percebo que afinal estou mesmo é numa cama, num corredor dum hospital e quando volto a olhar em frente, na direção dos meus pés, vejo que afinal duas das miúdas/strippers eram enfermeiras.

No sonho penso que estou a ter o tipo de alucinação típica das séries americanas que costumo ver na Fox e no Axn.

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Já estamos numa ambulância, eu e elas.

Há dois polícias na rua, que obviamente nos mandam parar. Elas saem da ambulância.

Dirigem-se a um balcão/varanda.

Eles estão em baixo, ao nível das ancas delas.

Eu sou um deles. Coloco o meu dedo dentro de uma delas. É bom.

Uma delas saca de uma faca que atira.

Um dos polícias vira-se e eu vejo que a tem enterrada num dos olhos.

Ao outro acontece-lhe o mesmo.

Acordo. Manhã linda de sol. Café.

10 março 2014


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