Crónicas da província

nota 1:

23 de dezembro, 09:33

Algures em fevereiro ou março, fechei as portas e janelas.

Comprei legumes e fruta e comecei, o que me parece agora, uma limpeza.

Não de drogas, nem de álcool, mas das toxinas de tudo o resto.

Das toxinas que vamos produzindo sem saber ou entender como e que de repente são mais densas do que as vitaminas que nos fazem andar.
Nesse detox, como o nome do sumo de lá, encontrei o Krishnamurti.
Quem procura sempre alcança, como diz a minha mãe; nem que seja um pontapé na pança.

Gostei dele.
Do tom da voz. E da forma do rosto.
Fez-me lembrar o meu pai, é um facto.
Fui ouvindo.
O medo.
O amor.
Encontrar sentido within.
E pensar livremente.
Depois procurei tudo o que havia para encontrar.

AP-CP01

Nota 2:

janeiro de 2013

O universo dentro de mim é igual ao universo lá fora.

AP-CP03

Nota 3:

janeiro de 2013

O ato criativo, ligado à pergunta artística ou científica, parte de um questionamento em leap fwd.

Uma antevisão em incógnita e por isso quase do campo do mágico, olhar descritivo sobre o que ainda não se materializou, o que ainda não é prova.

Se por um lado o estudo da matéria do conhecimento denominada esoterismo advém da demanda íntima do proclamado e quase irónico sentido da vida, surge como necessidade de abarcar o conhecimento histórico, sociológico, filosófico, antropológico e artístico dos diferentes caminhos que os homens e as mulheres antes de mim encetaram na busca de um plano, de uma proposta de funcionamento e ligação entre todas as coisas.

AP-CP04

Nota 4:

01 de outubro, 23:00

Hoje sinto a tua falta.

De ti e das coisas que não fizemos.

AP-CP05

Nota 5:

24 de setembro, 17:38

Seremos o que fizermos para mudarmos o que somos

AP-CP06

Nota 6:

24 de setembro, 10:10

Ainda sonho contigo todas as noites.

AP-CP08

nota 7:

8 de janeiro, 16:30

O ego.

Não vem e sinto a falta.

Fazer a boca.

Voltar ao manual do caminho para cima.

Sempre as pessoas, as pequenas perguntas e as pequenas coisas.

AP-CP09

nota 8:

30 de dezembro, 11:56

“Não confunda melancolia profunda, com melancia na bunda!”


Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out /  Change )

Google photo

You are commenting using your Google account. Log Out /  Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out /  Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out /  Change )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.