Crónicas da província

A voz do quintal, do bairro, da aldeia, da cidade, do aglomerado virtual.
AP-dofeio01

Caderno solos. VII. Évora de Alcobaça, novembro 2013

O peso das palavras.

Sim as palavras pesam. Têm matéria, volume, dimensão, cor.

As palavras são quase tudo. Quase toda a matéria do que estabelecemos com o outro.

É com a palavra que construo, a mim e  ao mundo do outro.

As imagens são a materialização do mundo de dentro.

São também a prova factual do que é, do que foi, do que poderia ser.

AP-dofeio00

Caderno solos. VIII. Évora de Alcobaça, novembro 2013

Interessam-me as “coisas” bonitas.

Na beleza há ausência de conflito. E eu gosto dessa ausência de dualidade.

Como não encerra conflito, a beleza é calma.

Bolha de descanso, bola de navegação pacífica.

Ontem estava a olhar para duas imagens/retratos de outro fotógrafo.

Em ambas sentia o mesmo elemento de sexualidade dormente, dolente.

Que vinham do olhar. Dele.

E pensei nas minhas imagens/retrato, onde o olhar se mantém o mesmo também, mas contemplativo, ausente.

Um dia destes cruzei-me com uma frase num livro do Chuck Palahniuk mais ou menos assim: toda a tua vida é a descoberta de quem já foste.

Pareceu-me bem para um cético.

Pillow book

projetos agrícolas, os morangos no poço

medicamentos, lista de procedimentos

zen stuff, todos os certos

AP-dofeio0
Caderno solos. IX. Évora de Alcobaça, novembro 2013

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