diário de Marilú

AP-diario

outubro 2013

Maria escreve sobre quase tudo e muito e bem.

Descubro através dela, umas aplicações para “gatherar” tudo, toda a informação. Tanto, tanta coisa.

Vou limpando ruído nas redes sociais.

“Welcome to the real world Neo!”

Todos os dias coloco mais uma pedra na casa do sonho.

Isto é uma imagem claro, mas real ao mesmo tempo.

Ainda penso nesta coisa dos fotógrafos que escrevi aqui há uns tempos, depois do WIP, de conversas, de entrevistas, de reuniões, do caraças.

Somos… e daqui a uns anos não interessa absolutamente para nada tudo isto.

A grande questão é mesmo a forma como se processa a informação.

Há umas semanas, descobri um tipo que tem um site, podcast, dá aulas online enfim, um self-made guru/zen-wall street/master/photography que dizia que estes são tempos extraordinários.

Porque a informação está aí, pronta a ser utilizada e um bom “gatherer” facilmente se transforma num fast expert, neste caso em fotografia.

Ao ver com atenção as imagens do próprio, entende-se facilmente a fragilidade das mesmas, demonstrando que o rapaz ao falar no geral, partia naturalmente de si próprio.

Sabe-me bem estar em Alcobaça.

Os amigos perguntam-me como é, como se entre o Porto e aqui fosse assim um leap

Mas não é.

Há coisas bonitas e feias, gente interessante e gente chata.

Amigos, família, imagens, livros, net.

E a crise económica e de valores (esta bem mais grave) imagino que se estenda geograficamente.

Sinto falta de uma livraria com as minhas revistas, mas na Claraval ou Cadaval não sei, o rapaz é simpático, tem muitos, muitos livros (ah pois é , oh malta que lê na urbe) e o que não tem, manda vir e conversamos sempre um bocado.

Gosto também de ficar a ver, como se organiza a terra, como a comunidade estabelece a sua geografia social.

Nada mudou assim tanto no mundo real, aqui, no Porto, onde quer que seja.

No mundo virtual sim.

Como a Maria dizia numa entrevista que li ontem, nesse outro mundo, a meritocracia é o fator preponderante.

Juntamente com um outro mais estranho, a que eu chamo infeção social, aquela coisa do gostamos todos de gostar e gostamos todos de não gostar, igual aos outros.

Um bocado a coisa do síndrome anti-Joana Vasconcelos.

Ap-diario03

agosto 2013


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