pequena ficção

Porto. junho 2013.

AP-ficção01

Levanto-me a dormir por dentro, mesmo depois dos cafés lá dentro não desperta.
Apanhamos sol. Rio-me. Rio-me sempre com eles e faz-me bem.
Começamos a caminhar e a fotografar. É boa esta coisa de enquadrar o mundo. Emparedado a duas dimensões.

AP-ficção07

Doiem-me as costas. Eles ajudam-me. Penso em quando eram alunos.
Vamo-nos rindo. Caminhando e fotografando.
Penso mas não concluo nada.

AP-WWFK67

Penso no Porto que conheço. Na fotografia que conheço. No que conheço sobre as coisas e na coisa da ordem e da desordem.
Almoçamos, falamos de muito.
Fixo a rua nas janelas e na porta. Não me lembro onde estou. Depois volto a saber.

AP-ficção06

Vamos caminhando mais e fotografando.
Não sei se os fotografo como eles gostam, mas eu gosto de os fotografar assim.
Lembro-me duma caminhada com o Pedro, a Catarina e a Natacha. Ali. Nada mudou assim tanto, estou só mais perto de regressar.

AP-ficção03

Afinal José, não era de todo uma ficção. Era o que o senhor dizia: toda a realidade é ficção. E eu também acredito nisso e enquanto assim for é tudo bem melhor.

AP-ficção02


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