sem título, autor desconhecido. arquivo de pesquisa O mundo das pequenas coisas
Imagerie Lisboa 4 e 5 de fevereiro
inscrições e programa aqui
sem título, autor desconhecido. arquivo de pesquisa O mundo das pequenas coisas
Imagerie Lisboa 4 e 5 de fevereiro
inscrições e programa aqui
A Narrativa Fotográfica
Armazém das Artes. Alcobaça
28 de janeiro. Horário: 10h-13h/ 14h-18h
Pretende-se que os formandos desenvolvam um grupo de trabalho, narrativa de carácter documental.
Para tal, deverão pôr em prática as questões inerentes ao domínio da técnica fotográfica e das regras de composição, pretendo-se igualmente que os formandos adquiram um conhecimento sobre a história da fotografia, assim como a evolução estilística desta linguagem.
A pertinência de uma formação fotográfica, utilizando a narrativa documental, prende-se com a sua recorrência em vários períodos da história da fotografia, assim como as múltiplas hipóteses de abordagem possíveis.
Será necessário pensar a aplicação final e forma de apresentação dos trabalhos.
Sessão teórico-prática, com saída de campo para fotografar.
É necessário para frequentar o workshop possuir uma máquina fotográfica e um computador portátil com software de tratamento de imagens.
Conteúdos e objectivos |
Teoria
O Retrato na história da fotografia
A pose/O olhar/Os códigos visuais dos retratados/A luz
A técnica no produto final, os processos
A prática documental e a encenação, o trabalho com o real
O auto-retrato
Prática
Cada formando deverá desenvolver um conjunto de 6 retratos fotográficos, que reflicta as questões abordadas nas sessões teóricas, possuindo uma clara unidade temática e visual.
4 e 5 de Fevereiro | das 15h às 20h | IMAGERIE – Lisboa
inscrições aqui:http://workshopsphoto.wordpress.com/inscricao/
À janela do quarto só seu – D’o macramê
Ana Pereira 2012
Para onde corre a Fotografia? Abstração sentimental, ficção de um mundo novo ou reafirmação mimética?
A democratização diminui a especificidade do meio fotográfico? E a manipulação digital, que papel ocupa neste cenário?
Qual é a verdade da Fotografia? A sua única e indivisível natureza, agora?
O estudo do pictorialismo fotográfico na contemporaneidade é pertinente pela busca de definição, balizada entre a natureza mecanicista e artística. E pela ponte entre um movimento que nasce como resposta ao amador e o posicionamento da fotografia artística agora, face ao formato digital, democraticamente popular.
O meio pode ser pensado de forma tecnológica, afirma Victor Burgin e fazer uma imagem é efectuar um conjunto de opções, tornando-se o conteúdo do trabalho a súmula das escolhas operativas e de sequenciação, numa atitude – formalismo- que afirma advir do Modernismo Greenbergiano.
Burgin alude também ao pós-modernismo fotográfico, afirmando que a fotografia permite-nos uma visão ilusória de aspectos do mundo em frente à câmara, conduzindo-nos a considerações sobre representação e narrativa. Pertencendo a Fotografia, segundo Geoffrey Batchen a todas as instituições e disciplinas menos a si própria.
Michael Fried desenvolve um outro conceito, Near Documentary, numa linha entre a tradição pictórica do tableau form e a fotografia documental contemporânea, num processo não mimético mas de encenação. Contribuindo para a artisticidade do objecto fotográfico tal como as impressões em escalas não análogas à realidade.
A imagem digital tem espaço quando alcança o futuro, ficção científica tornada já, numa estética positivista de classificação, factual e define-se amadora quando reitera os postulados pictorialistas num discurso subjectivo e poético.
O único reduto consensual: a impressão jacto de tinta em papéis fine-art, com certificado de 100 anos de garantia e que nos leva ao início, para além da busca ontológica, no balanço entre a natureza mimético-mecânica e a artisticidade dos seus utilizadores, como olhamos a plena democratização da criação.
Bibliografia:
BATE, David (2009), Photography the key concepts. New York: Berg.
BATCHEN, Geoffrey (1997), Burning with desire- The conception of photography. Cambridge: Mitt Press.
FRIED, Michael (2008), Why photography matters as art as never before. New Haven-London: Yale University Press.
* texto para exposição das fotógrafas Susana Paiva e Rosa Reis, na galeria Bloco 103
Conteúdo e objectivos |
Reflexões abertas sobre a prática fotográfica contemporânea
a. o mercado
b. o documental na prática fotográfica
c. a representação
d. a fotografia, a pintura e a prática digital – os paradigmas da fotografia
Prática |
Produção dum documento audiovisual único e colectivo, com base nas reflexões conjuntas, fruto desta conversa.